sexta-feira , 30 outubro 2020

Yamaha MT-09 2018 – A campeã da melhor compra

Eleger uma moto a Grande Campeã é hoje uma tarefa difícil no Brasil: o mercado amadureceu e há muitos modelos cheios de virtudes, com características e preços variados. Para isso, precisam entrar na conta não apenas atributos objetivos, como preço, custos de manutenção, recursos técnicos ou itens de série, mas também valores mais subjetivos, como desejo do público, status e até mudança de cenário nos próximos anos. Por tudo isso, a supercampeã foi a Yamaha MT-09.

Primeiro, vamos às razões mais evidentes. O modelo foi o vencedor em sua categoria: na comparação com as concorrentes diretas, apresentou ótimos resultados em preço, seguro e pacote de peças (leia mais na pág. 24). Além disso, é relativamente nova – foi lançada no Brasil no segundo semestre do ano passado –, o que indica que ainda terá vida longa pela frente. Para completar, dará origem a uma nova família de modelos, entre as quais uma sucessora da admirada linhagem das TDM 850 e 900, que deverá se chamar Tracer 900 e, provavelmente, será vendida no país.

Outro trunfo é que a MT-09 é a primeira Yamaha realmente impactante no aspecto comercial em muito tempo, com talvez exceção da V-Max 1700, mas que é cara e destinada a um nicho muito específico. Apesar de não ser particularmente barata, a MT-09 atua num segmento (das naked médias-grandes) que tem uma relevância comercial bem maior.

A MT-09 também inaugurou, na linha Yamaha, uma nova era que segue o conceito de downsizing, que já vem sendo bastante aplicado nos automóveis. Na prática, significa o uso de motores menores, porém mais eficientes tanto em desempenho como em consumo e emissões. No caso, seria equipar uma moto com um três-cilindros em linha num modelo que, historicamente, usa um quatro-cilindros. Na MT-09, o motor três-cilindros é uma usina de força de 847 cm³, que rende 115 cv de potência máxima a 10 000 rpm e torque de 8,9 kgfm a 8 500 rpm.

Pode parecer uma faixa de uso relativamente estreita, mas, como é um motor compacto e com peças de tamanho reduzido, as rotações sobem rapidamente e praticamente não há buracos na aceleração, salvo em rotações muito baixas. Aí é aquela história: é só manter o motor cheio que as respostas são demolidoras.

Importante destacar que esse motor tem virabrequim do tipo crossplane, na qual os pistões trabalham com intervalos irregulares entre si. Esse recurso foi primeiramente aplicado na superbike YZF R1 e foi criticado pelas respostas lentas em baixos giros e pelo ronco meio esquisito. Ou seja, podia até não ser bem-aceito na MT-09. Mas, como aqui são só três cilindros (na R1 são quatro), a coisa muda de figura: seu público aceitou a inovação sem grandes problemas. Ponto para a MT-09.

Campeão peso leve…

E há outras características marcantes, como o uso de quadro e parte da balança feitos de alumínio. É um material resistente e, sobretudo, leve. Com ele, a moto pesa apenas 191 kg em ordem de marcha e temos uma relação peso/potência de ótimo 1,6 kg para cada cavalinhovapor. Para se ter uma ideia, é algo próximo do Bugatti Veyron, superesportivo com até 1 200 cv de potência.

Para quem não sabe, a sigla MT significa Master of Torque (mestre do torque, em tradução livre). Aliás, essa nomenclatura já foi usada na exótica MT-01, uma naked com um enorme motor V2 de 1 700cm³ lançada em 2005, e na MT-03, uma funbike de 2008 que na prática era uma irmã sem graça da XT 600R, de quem emprestava o motor monocilíndrico.

A MT-09 ainda possui outras características que valorizam o conjunto da obra, como um lindo painel todo digital e rico em informações, suspensão dianteira invertida pintada de dourado, farol compacto e eficiente, lanterna com leds e acabamento geral primoroso.

Linha completa de acessórios…

Quer mais? A moto é tão importante para a Yamaha e traz na garupa um status tão diferente que é um dos poucos modelos da marca japonesa cujo lançamento foi acompanhado de uma linha extensa de acessórios exclusivos tanto para ela como para o piloto. São equipamentos como suporte de placa maior, protetor de radiador, acabamentos cromados, entradas de ar teladas e bolha compacta, sem falar de casacos, luvas e afins.

Quando pensamos em uma moto desse naipe, pensamos em modelos de pelo menos R$ 40 000. No entanto, a MT-09 é vendida no Brasil por R$ 35 990, segundo a tabela de junho, um valor abaixo do das concorrentes diretas – no nosso comparativo, Kawasaki Z800 e Honda CB 1000R, que ainda assim não trazem na bagagem todo esse pacote de benefícios. A própria Yamaha MT-07, a irmã menor bicilíndrica e bem mais modesta (conta com apenas 74,8 cv), custa apenas R$ 10 000 reais a menos.

Em resumo, é uma moto cuja soma de virtudes a deixa um degrau acima. É uma naked, um tipo de moto que os brasileiros adoram. É visualmente impactante, com farol em forma de diamante, tanque de cortes retos, banco largo e rabeta discreta. Destoa um pouco a ponteira lateral curta com marmita exposta demais, mas há belas curvas cromadas no escape — e a Yamaha jura que não azulam, por serem tratadas com um composto chamado Nanofilm.

Ainda que a beleza esteja nos olhos de quem vê, é impossível ficar indiferente ao modelo da Yamaha. Some-se a isso tudo a tecnologia a bordo, o ótimo desempenho, a pilotagem prazerosa e o preço competitivo e teremos um produto irresistível. Sendo assim, seria difícil a MT-09 não ficar com o título de supercampeã do Melhor Compra de .

Preço: a partir de R$ 35.990

Ficha técnica:

Motor: tricilíndrico, refrigerado a água, duplo comando no cabeçote, 12V, 847 cm³, 115 cv a 10 000 rpm, 9,8 kgfm a 8 500 rpm; três modos de pilotagem com seleção por botão
Transmissão: câmbio de 6 marchas com secundária por corrente
Suspensões: dianteira com garfos invertidos e curso de 13,7 cm; traseira monochoque com curso de 13 cm
Freios: disco duplo na frente e simples atrás, com ABS
Pneus: dianteiro 120/70 R17 e traseiro 180/55 R17
Dimensões: comprimento, 207 cm; entre-eixos, 144 cm; altura do assento, 81,5 cm; distância mínima do solo, 13,5 cm
Peso em ordem de marcha: 191 kg
Tanque: 14 litros
Cores: cinza, roxo ou laranja

MTT

Fonte: Quatro Rodas

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